segunda-feira, 7 de abril de 2008

Foto panorâmica

Crepúsculo. Luzes de vai-e-vem. Pássaros metálicos acordados. E o mundo em direção às alturas. Curvas do passado. Músicas do sempre. Um Fusca verde passou por ali. Risos de ontem e de hoje. Qual é a rua? É perto da igreja. Era perto de uma esquina. As proporções enganam o senso de direção. O cartão tem desenho de rosas e dorme na parede. Pouco tempo. Sair correndo para desbravar lugares onde os números são conhecidos do acaso e as formas são dos sonhos. Cuba com chorinho, cerveja e agnolini. Foto da foto. Frio que não era tanto. Rua de carros onde passavam trens. Bob Dylan. Blues do Mississipi. Gastrite. Chá de camomila. Só porque passou rápido não era mentira. A cura na cama de três metros. Sobra calor, falta ar. Assim é bom. Muito bom para parar. Taquicardia. Compasso acelerado. O tempo parou. Que horas são? Olha o meu cabelo. Ar ligado. As cobertas são fofas. Não me mexo. Só o sol abriu os olhos. Dor de manhã. Amor de manhã. Volta ao passado. Volta na quadra. Escada. Bati a cabeça. Outro dia voltamos. Estou bem, sim. Qual é a época de morangos? Também como kiwi de colher. Calor. Passagem pelo almoço dos que devem ver novela das oito. Supermercado é tudo igual. Só como o peito. Não como alho. Tirar um cochilo depois do chocolate é bom. O que aconteceu? Nada parece importante quando eu abro os olhos e me sinto segura. Depois me chama que eu ajudo. Ficou tarde e eu tenho que ir. Celular. Eu também.

Um comentário:

Maria Valéria de Lima Schneider disse...

Gostei! Beijos.