segunda-feira, 17 de março de 2008

Escute...

Eu não quero lhe abandonar. Não pense que meus pensamentos vão longe. Eles ficam com você. As palavras de outros apenas me inspiram. O que move a minha vontade de brigar com o mundo é a presença da sua mão na minha pele. O que me atira para longe da guerra é seu ombro. Ali onde minha cabeça se encaixa e os olhos enxergam melhor quando fechados. Eu gosto de respirar no pouco espaço entre nosssas cabeças. Eu me viro, me mexo, me espalho. Mas não pense que é para me afastar. É apenas para certificar que a distância é ínfima e que, se eu sentir frio, você me cobre. Não há impossibilidades nesse mundo criado para nos satisfazer. Soube disso quando a lua refletiu na taça de champagne e o que brilhou foram seus olhos. Ainda que as viagens da alma não acumulem milhas na vida, parece que meu bilhete será de eterna primeira classe.

Um comentário:

Germano V. Xavier disse...

Eu eu te deixo livre, liberta, porque és garça, voas e voas...

Demorei, mas cheguei, Lu!

Beijos sinceros...
Estou com saudades...

Germano