domingo, 18 de novembro de 2007

Digestão

Após o jantar, ficamos fazendo terapia na mesa do restaurante. Muito bom. O querido Dr. Biff, dentre as tantas rebatidas certeiras, me disse: o teu problema é que a tua capacidade emocional é menor do que a tua capacidade intelectual. Ai. Cruzado de direita. Bingo. Eu não tinha pensando desse ângulo. E olha que eu busco sempre todos os ângulos possíveis na minha mente. Control-freak que se preza (acha que) domina, obviamente, seu próprio território mental. Talvez não tenha pensado dessa forma, pois admitir que minha capacidade emocional está aquém da intelectual, na minha cabeça doente, é admitir uma falha. E me permitir falhar é complicado (não é, meu amigo?). Mas, de fato, os instrumentos de que disponho para lidar com questões emocionais são bem mais primitivos e ineficientes do que os voltados ao intelecto. Agora me dou conta, racionalmente, do motivo pelo qual sofro tal qual uma mula sedenta quando questões emocionais não se resolvem na minha cabeça. Simples. Falta-me maquinário. Enquanto no intelectual eu trabalho a plenos vapores e, às vezes, até me sobra mão-de-obra, no emocional a demanda supera a capacidade produtiva. A solução seria alterar o foco para compensar a incompetência emocional. Mas, por outro lado, será possível remodelar todo esse mecanismo mental, correndo ainda o risco de, em demonstrando minha sensibilidade oculta, vir a sofrer ainda mais? O que quero dizer é que, para desenvolver a capacidade emocional a ponto de equipará-la à intelectual, é necessária maior exposição à dor. De início, ao menos, sofreria, em praça pública, como uma desgraçada. Preciso pensar se vale a pena. Ainda não sei. Mas confesso que a descoberta desse descompasso presente na minha personalidade (ainda que apontada por outrem) me foi extremamente útil. Adorei. Adoro por meu cérebro em xeque. E ele se diverte com isso. Vamos ver aonde chegaremos...

7 comentários:

Rafael G disse...

"incompetência emocional"?
Ser sensível é ter "incompetência emocional"?
O que tem que fazer pra ter mais competência emocional?
Torturar gente?
Tocar fogo em mendigos?
Empalar alguém em praça pública?
Tem MBA pra isso?

Como tu te trata mal! PTQP!!!!
Lu: tu não és tua mente! Tu és muito mais complexa do que isso! Não te reduz à mera lógica e coerencia! isso é muito pouco! Isso é um robô!
Tu és uma pessoa( eu sei que eu não lembrar disso!)maravilhosa!
Pronto: agora promete pra mim que vai tratar melhor a minha amiga. e escreve 1000 vezes no quadro negro:
"Eu não sou minha mente!"
"Eu não sou minha mente!"
"Eu não sou minha mente!"
"Eu não sou minha mente!"
Bjs

Edgar disse...

Lu,

Concordo com o Biff, para de querer te exigir 101% sempre!!! Seja humana, com perfeições e imperfeições, forças e fraquezas. Não te condenes ou não busque soluções para o teu "problema", como definis!!! Não tens problema, o Biff, apontou uma característica sua, é simples!!! E assino com o que ele disse tu és uma pessoa maravilhosa!!! O teu "eu" e que não deixa tu ver isso, pela constante busca do 101%!!! Então relax baby!!! Bom domingão!!!!

Beijos!!!!

Maísa disse...

Lú,
Você é uma pessoa sensacional, maravilhosa, porém concordo que muitas pessoas tenham uma característica mais acentuada que a outra. Só não podemos deixar que isso nos conduza ao sofrimento, a receita para mim é uma busca constante pelo equilíbrio.
Sempre quando esse questionamento aparecer, busque o equilíbrio.
Bjs
Maísa

Luciana F. disse...

Mas queridos, vcs não tão entendendo, ru gostei de me de dar conta disso, justamente porque e acho que posso agora tentar equilibrar as duas coisas! E Biff darling, vou ter que discordar, pois eu sou sim aquilo que eu penso, eu sou a minha mente - não fosse assim, seria apenas os 98% idênticos aos chimpanzé, lembra? hehehe...bjosss

Anônimo disse...

Lu, nao se sinta sozinha, os genios do mundo sao tudo meio loucos :))) Com tanto que voce continue funcional, sem ter nenhum sintoma mais preocupante(suicida ou alucinatorio rsrsrs) eu acho que vc tem mais eh que dar risada de si propria! Pra que levar tudo tao a serio? Nao preciso te lembrar como tudo acaba neh??
Beijos da sua fan
Karen

Luciana F. disse...

Sim, amiga, dar risada de mim mesma, eu faço muito isso...!!!É fndamental para manter a (pseudo) sanidade...!!!Pois é, acho que dei uma regredida, tenho que voltar a levar as coisas menos a sério, já que uma hora tudo acaba mesmo (é sempre bom lembrar sim!) bjosss

André Cardoso Vasques disse...

* vide postagem que acabei de fazer no meu blog. Ia ficar muito grande para colocar aqui. Bjs.