domingo, 7 de outubro de 2007

(des)construindo-me...

Estava analisando as facetas da minha auto-exigência desmedida. Ao invés de fixar idéia no que as pessoas esperam de mim, virei o disco para refletir sobre o que eu espero das pessoas. Fiquei horrorizada. Sim, porque uma coisa é o auto-flagelo, a guerra interna, a cobrança pra dentro, o meu auschwitz privée. A aplicação disso tudo a terceiros são outros quinhentos. Em verdade, tenho plena certeza de que estou equivocada em relação à auto-exigência espartana, ainda que não esteja conseguindo alterar esta realidade. Com os outros, então, é inadmissível que tenha essa postura. O sofrimento é duplo. Talvez triplo. Cobro de mim, cobro dos outros, cobro de mim porque cobro dos outros. Não estou me martirizando, mas apenas querendo eliminar uma causa de dor. Estou em fase de testes ainda. Às vezes, dá vontade de abandonar o projeto. A cada etapa, um arranhão aqui, uma falha ali. Luciana F. light. Tenho medo que o mercado rejeite o novo produto. Por ora, vou apresentando a versão beta e ver como se comportam os consumidores.

8 comentários:

André Vasques disse...

dicas de quem tem quase dez anos a mais de experiência nessa caminhada:
a. procure ter muito bom humor, ajuda tornar a vida muito mais light;
b. procure não deixar a culpa, essa criação judaico-cristão, pautar as 24h do teu dia;
c. não julgue os outros e não serás julgada;
d. respire com calma, tome água, aproveite a maravilha que é tomar um banho, enfim, viva, não passe pela vida, mas viva, sem pressa, prioriza a qualidade de cada ato do dia.
bjs.
andré.

Denken disse...

Esse é um terreno pelo qual me pego patinando seguido... Gostei do 'auschwitz privée' (vou me apropriar do termo!)Costumo pensar isso a partir de um ponto importante: o limite (fácil de falar, difícil, muito difícil de fazer...). Penso que a cobrança excessiva (e todos autoritarismos relacionados) seja a exposição das nossas maiores fraquezas. É a velha e surrada tática do atacar para defender. Nos exigimos demais porque sabemos que há coisas que não nos permitimos enxergar, seria vergonhoso demais. Demarcar nossos limites com nós mesmos pode ajudar bastante! Mais uma vez: fácil de falar, um pouco mais difícil fazer! Avanti avanti!!!

Luciana F. disse...

caro herr denken, na verdade, nós enxergamos sim as coisas vergonhosas, mas não queremos que elas venham à tona, porque sentimos que, mais cedo ou mais tarde, o mundo descobrirá nossa "fraude"...enfim, coisa de gente doida, não é mesmo?!

Denken disse...

Genau!!!! That's how it works!!!

Anônimo disse...

To be judgmental, nothing can be more detrimental. If we concentrated all of our energy in acceptance instead, there would be less wars, less fighting, less hatred and more loving.
The principle of positive reinforcement is an example of how people thrive under--positiveness--But for the most part in our society, since childhood, the sublime messages that come from all over suggesting "you are not good enough" is what ultimately, produces self doubting, self hating human beings who grow up to repeat the cycle.

K.V.

Luciana F. disse...

Karenzita inspirada...!!!rsrsrs...I know, but it's so hard to do it!

Anônimo disse...

Adora tirar um sarro neh fofis?
Kaks

Anônimo disse...

até adoro, mas nesse caso estou concordando contigo!!! só que não consigo por em prática!!!! BJosss