domingo, 27 de maio de 2007

Redoma com etiqueta

De repente, nos últimos dias, me vi numa confusão mental irritante. Absorta na minha egotrip, ando quebrando a cabeça para achar uma solução que equilibre minha vida sem fundir minha cabeça com um sem número de paradoxos que venho arquivando e que me geram apenas stress.
Ainda não consigo saber se é em razão do tempo que passa, mas estou desesperada para fazer mil coisas incompatíveis com meu modus vivendi atual. Quando digo incompatíveis, quero dizer tanto materialmente quanto moralmente. Não paro de pensar se não escolhi a profissão errada. Ocorre que eu realmente gosto do que faço. O problema é que o meio em que atuo é incompatível com a atitutde que gostaria de assumir.
Meu terninho preto é minha redoma. Meu tailleur da Zara é minha prisão. Claro, me concedo cela especial, ao menos isso...
OK, não é tão simples assim, óbvio. Uso a metáfora para facilitar.
Agora, se eu pudesse inverter a coisa aparente pela face daquilo se move no meu cérebro, provavelmente seria uma pessoa insuportável de se conviver.
Essa coisa de manter uma imagem para a sociedade é que me mata. E eu até que me considero uma pessoa razoalvemnete autêntica, que muitas vezes diz o que realmente pensa e tal. Mas ainda estou milhas de distância daquela que vive dentro da minha cabeça.
Mil vezes já não fiz mil coisas porque a pessoa que sou para o mundo não faria as tais mil coisas.
O mundo não me conhece. Sei que a culpa é toda minha, pois criei este monstro inabalável de quase-perfeição, cujo mínimo escorregão é capaz de fazer a casa desabar.
Ando neste dilema por agora, perdoem-me. Por isso o que ocorre no lado de lá da janela não tem me inspirado. Meu eu idealista está em stand-by.

4 comentários:

Anônimo disse...

Lu: acho que o nome deste monstro que enfrentas é, lamentavelmente, maturidade.
Bejos!
Biff

Eduardo Buza Martins disse...

maldita!!!

Karen Vaccaro disse...

Por favor, se voce puder elaborar mais nessa ideia de autenticidade, de expressar sua verdadeira individualidade...estou curiossisima pra saber o que passa atraz dessa franjinha loira!!

Adriana disse...

vou te falar o que sempre ouvi de ti: MANDA TODO MUNDO SE FODER!!! Mata o monstro e seja feliz! E perfeição, darling, não é coisa pra esse mundo... e se a casa desabar, aproveita o teu atual lado Pollyana, faz o "jogo do contente" e segue a vida!
Besos!!